Principal


 

Cartilha

2 - Produzindo Sessões: Montando a Programação

1

Cineclubes

2

Produzindo Sessões

  1. Montando a programação
  2. Divulgação
  3. Orientações Técnicas
  4. Produção da sessão
  5. Conforto e segurança
  6. Conduzindo debates sobre os temas propostos nos filmes exibidos
  7. Captação de parcerias locais
  8. Informando resultados das exibições
 
 
 

1. Montando a programação
Nem sempre é tarefa simples definir a linha curatorial mais indicada para o público do cineclube. A relação Faixa Etária/Classificação Indicativa* seria simples de definir, já que todas as obras deveriam ter suas classificações apontadas. Isto já ocorre no caso dos longas-metragens, pois, para que seja exibido em salas comerciais, deve ter classificação sacramentada pelo Ministério da Justiça. No caso dos curtas-metragens, o problema é maior, já que esse formato não encontra janelas de exibição no circuito comercial e, por serem produções com poucos recursos orçamentários, não têm a possibilidade de fazer um trabalho de lançamento adequado **.
Os filmes contratados pela Programadora Brasil vêm agrupados por temas, a fim de facilitar a programação do seu ponto de exibição.
No entanto, além da classificação indicativa, a equipe do cineclube e seu público devem se conhecer e interagir permanentemente à procura de harmonia e de maneira que o cineclube cumpra seu papel cultural e social. Para isso é extremamente necessário que pesquisas direcionadas aos freqüentadores sejam realizadas, não só para que a equipe saiba que tipos de filmes mais agradam, mas também para que assuntos de interesse do público possam servir de base para as pesquisas da curadoria, a condução dos debates e melhores formas de divulgação das sessões.
Para valorizar ainda mais as suas sessões, você pode promover pequenas apresentações de grupos locais de música, teatro, dança, poesia entre outras atividades.
(*) O Departamento de Justiça, Classificação, Qualificação e Títulos (Dejus), em atendimento aos princípios da transparência e da eficiência, fixou procedimentos rígidos para a classificação indicativa. Para análise e atribuição de classificação indicativa, o titular ou representante legal da diversão pública deverá protocolar o requerimento no Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação, da Secretaria Nacional de Justiça, sito na Esplanada dos Ministérios, Bloco T, Ministério da Justiça, Anexo II, Brasília, CEP 70064-900 (texto extraído de www.mj.gov.br).
Passo a Passo:

1) Primeiro o classificador assiste o filme e faz uma DESCRIÇÃO FÁTICA, que é uma descrição centrada na ação do filme ressaltando em negrito itens que entram nas tendências de classificação (esses critérios estão no livro da Classificação Indicativa, por exemplo, consumo de drogas lícitas entra como não recomendado para 10 anos)
2) Feita a descrição, o classificador lista todas as tendências de classificação junto com atenuantes ou agravantes e sugere, a partir da análise destes fatores, a classificação pretendida para o filme. Tudo isso faz parte de um só documento que é a descrição fática.
3) Existem mais dois formulários a serem preenchidos: FORMULÁRIO DE JUSTIFICAÇÃO DE CLASSIFICAÇÃO PRETENDIDA (formulário para elencar questões culturais, educativas, informativas presentes no filme) e FICHA TÉCNICA DE CLASSIFICAÇÃO (dados técnicos do filme como bitola, cromia, elenco, produtora, direção e etc. e sobre o proponente, no caso, a Programadora).
4) Esses três documentos são enviados junto com os CPBs e a obra para o Ministério da Justiça.
5) Os processos são acompanhados via site www.mj.gov.br/classificacao.

(**) Todos os programas disponíveis no catálogo da Programadora Brasil têm classificação indicativa impressa no box do DVD e, nos casos dos curtas, seguindo as normas do Ministério da Justiça, o filme com a faixa etária indicada mais elevada é o que dita a classificação indicativa do programa.

 
 


2. Divulgação
Não há como definir a melhor divulgação e cada cineclube deve conhecer e saber como melhor alcançar seu público. Mesmo que o “boca a boca” aconteça naturalmente depois de certo tempo, o trabalho de divulgação deve permanecer com consistência, pois, do contrário, é certo o afastamento gradual do público.
A comunicação estabelecida entre a organização do cineclube e seus espectadores é tão importante que há cineclubes com um pequeno, porém participativo, público “presencial”, que aguarda com carinho e entusiasmo a programação e as discussões propostas pela mesma.
Algumas formas de divulgação mais utilizadas:

·         Cartazes e filipetas impressas;

·         Página eletrônica, blog, orkut;

·         Mala direta convencional;

·         Mala direta virtual;

·         Carro de som;

·         Divulgação intercineclubista – cineclubes de um mesmo estado ou região que interagem permanentemente e divulgam as suas sessões coletivamente, uns dos outros, se constituindo num potente circuito local que dialogue com outros circuitos de outros estados e regiões.

 

3. Orientações Técnicas
Sugestão de equipamentos (para públicos até 250 pessoas em sala fechada):

·         Relação dos equipamentos de projeção

01 Tela para projeção
210” – 4m X 3m
Fundo preto / frente branco
Pedestal dobrável para até 3m
01 Projetor de vídeo
Luminância: 2.200 ANSI Lumens
Resolução: SVGA (800 x 600)

Contraste: 2500:1

Lâmpada: 185W, 3000/4000 hs(Normal/Eco)

Foco de lente: F= 2.6 f=22mm

Dimensões: 10 x 3.5 x 8.4 inches (255 x 90 x 214 mm)

Peso: 2,2Kg
01 Aparelho leitor de DVD
 Sistema de cor: NTSC
 Resolução máxima: 500 linhas
 Função câmera lenta
 Congelamento de cenas

 Slide show

 Proteção de tela
 Rotação de imagem

 Mídias reproduzidas:CD; CD-R; CD-RW; DVD; DVD+R; DVD+RW;DVD-  

 R;DVD-RW

 Formatos reproduzidos: JPEG ; MP3 ; SVCD ; VCD ; WAV (CD)

 Conexões Saída : Vídeo: componente; composto; Audio: digital coaxial;   

 analógica

·         Relação dos equipamentos de sonorização

01 Mesa de som 4 canais

Alto ganho com baixíssimo ruído

2 canais balanceados Mic/Line com 3 bandas de EQ

2 inputs STEREO com 3-band EQ

1 stereo aux return

Post-fader EFX send em todas as entradas
Global +48V phantom power
Indicador de peak em todos os canais mono

Canal de endereçável para gravação e monitoração

04 Caixas não amplificadas
Potência de 250 watts
Alto-falantes 15” com 8Ω
Drive com corneta
Divisor de freqüência
Confec. Em chapa de compensado
Dimensões 70x48x48
Peso 16 Kg
01 Amplificador de Potência
Potência:1200Wrms

·         Relação de cabos e acessórios

01 Kit de Cabos para sinal de áudio e vídeo, filto de linha para A/C e adaptadores

6 Cabos– P10- P10 (caixa / mesa de som) – 15 metros de comprimento

3 Cabos estéreo– RCA – P10 (dvd / mesa de som) – 5 metros de comprimento

2 Cabos – 2 saídas RCA – 1 entrada P2 (projetor / aparelho DVD) – 5 metros de comprimento

1 Adaptador P2 para P10 / P10 para P2
1 Adaptador P2 para RCA / RCA para P2

1 Adaptador P10 para RCA / RCA para P10

02 Microfones sem fio
Alcance de 150 metros
VHF Banda alta

Frequência livre em 174 a 216 Mhz

·         Relação de equipamentos para registro das sessões

01 Câmera Filmadora Digital Mini DV 3CCD (para registro das sessões)

Foco Auto/Manual
Modo de cena - 5 modos.

Fade:In/Out.
Função Photo shot - para tirar fotos no Cartão SD

Função MagicPix - filmagem noturna.
Web Cam.
Monitor LCD em cores de 2,7" wide.
Dimensões aproximadas:7,2x7,7x13,7cm(AxLxP)
Peso aproximado (sem bateria e fita DV): 430g

 


4. Produção da sessão
O público deve se sentir em uma sala de cinema, mesmo que você esteja improvisando o espaço.

·         Verifique se a sala fica perfeitamente escura. Caso contrário vede janelas e outras entradas de luz.

·         Verifique se a tela está limpa e bem esticada, sem rugas, para que a sessão não seja prejudicada.

·         Verifique o estado do projetor.

·         Verifique se o aparelho de DVD e os cabos de conexão estão funcionando adequadamente.

·         Antes da sessão, faça um teste no equipamento de projeção com o filme a ser exibido. Desta forma você ajusta os níveis da imagem.

·         A boa qualidade do som é tão importante quanto a qualidade de imagem em uma projeção. Verifique se a aparelhagem de som, microfones, cabos e conexões estão funcionando adequadamente.

·         Chegue ao local da sessão com antecedência, a fim de checar todos os detalhes e evitar imprevistos.

·         Abra a sessão com os agradecimentos que se fizerem necessários e menção às instituições e pessoas que participaram da viabilização da mesma. Apresente o programa ou filme a ser exibido, mencionando o debate ao final da projeção, se houver.

·         Caso tenha algum material de apoio sobre o(s) filme(s), distribua antes da apresentação, para que o público tenha a possibilidade de analisar o material.

·         Comece a exibição no horário anunciado. Respeite a platéia evitando atrasos. Se ocorrer algum imprevisto, mantenha a platéia informada.

·         Se possível fotografe a sessão. No próximo item apresentamos exemplos de documentação de sessões através de fotografias.

 


5. Conforto e segurança
Para que a sua exibição seja um sucesso, você também precisa pensar na segurança do público, portanto é interessante atentar para alguns detalhes que fazem a diferença:
Verifique com antecedência os pontos de energia elétrica e, principalmente, a posição dos interruptores para mais agilidade no acender e apagar de luzes para a projeção;
Tenha a mão o nome e os telefones das pessoas a quem recorrer em caso de emergência;
Localize antecipadamente os extintores de incêndio;
Proteja com fita gomada os fios e cabos dos equipamentos para evitar tropeços de passantes, garantindo a segurança da platéia (pode parecer bobagem, mas a falta deste item pode gerar grandes transtornos durante a sessão, como quedas de equipamentos).
Fotografando as sessões para registro interno e externo
Fotografias de sessões são uma preciosa fonte de informação, documentação e valorização das suas ações enquanto cineclubista e produtor cultural. Além disso, registram as paisagens humanas, sociais e culturais do nosso imenso país.

 
 

6. Conduzindo debates sobre os temas propostos nos filmes exibidos
Para cumprir seu papel social, o cineclube deve manter relação estreita com o seu público. Falamos sobre as pesquisas, sobre a divulgação, sobre a apresentação das sessões e a ponta final do ciclo de trabalho é o debate. É nesse momento que todas as partes envolvidas já tiveram conhecimento de todas as informações acerca das obras exibidas e poderão tirar algumas conclusões, a partir da percepção de cada um.
Num debate, tudo parte do conteúdo, seja relacionado à linguagem e/ou estética audiovisual ou a demandas locais e/ou individuais que surjam durante o debate.
Um bom debate fica na memória dos participantes e cria ligação visceral entre a obra e o público. Um bom debate começa na apresentação da sessão. Não é incomum que sessões lotadas se tornem debates esvaziados, não por reprovação ao filme, mas por falta de empolgação em conversar sobre ele ou por desconforto em se falar publicamente.
Não existe uma só forma de se implementar debates e isso depende principalmente do público e do ambiente de exibição:

·         Debate formal – Apresentação da sessão, com breve resenha sobre a obra e sua contextualização histórica, apontando para momentos importantes e debate de mesa após a sessão. Chamamos, aqui, debate de mesa aquele com mediador e convidados, que podem ser os realizadores dos filmes e/ou um crítico, um integrante da curadoria ou um profissional ligado ao tema proposto (ex: filme sobre futebol, com um jogador ou técnico como convidado).

·         Debate informal – É o caso de exibições em locais abertos, atreladas a outras atividades num mesmo espaço. Nesse caso, o debate não é menos importante, apenas não acontece no formato do tópico anterior. A apresentação segue a mesma linha, somente instigando as pessoas a conversarem nas suas “rodas”. Esse tipo de ação surte muito efeito se atrelada à divulgação virtual. Muitos freqüentadores interagem com a equipe do cineclube e com outros freqüentadores por meio de mensagem eletrônica nos dias posteriores às sessões e já começam as conversas, muitas vezes, a partir da mensagem de divulgação recebida.

·         Debate virtual – diferencia-se do tópico anterior, simplesmente por ser formal e acontecer principalmente no ambiente virtual. Listas de discussão, chats são as principais ferramentas e podem acontecer atrelados a sessões onde todos estejam presentes ou atrelados a sessões virtuais do começo ao fim (divulgação, exibição e debate na rede).

 


7. Captação de parcerias locais
Se você pretende adquirir os programas da Programadora Brasil, mas o seu ponto de exibição não tem verba para tal, pode buscar parcerias locais que viabilizem a aquisição.
Você pode tentar uma parceria com uma loja ou uma empresa em troca de colocação de um banner no local das exibições ou exibição de vinheta do apoiador antes do filme. Há, ainda, a possibilidade de incluir a logomarca deste apoiador no material de divulgação do seu ponto (ou das suas sessões).


8. Informando resultados das exibições
Ao adquirir os programas da Programadora Brasil, o responsável pelo Ponto de Exibição compromete-se a registrar a agenda e os resultados das sessões realizadas na Área do Associado do site www.programadorabrasil.org.br.
Estes resultados são compilados e enviados aos realizadores, que são assim informados sobre a carreira de seus filmes nas exibições realizadas em todo o Brasil.

Os calendários e relatórios enviados pelos Pontos de Exibição também são bastante úteis para a Assessoria de Imprensa do projeto, já que as suas sessões podem virar notícia no Informe quinzenal da Programadora Brasil.


         
© Programadora Brasil 2012  |  Tecnologia e Desenvolvimento Rivello.net