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Cartilha

3 - Anexo: Iniciativas de Cineclubes e Projetos de Exibição

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Cineclubes

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Produzindo Sessões

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Anexo

  1. Querendo mais circuito – Produção curta e independente é o alvo do Circuito Cineclubista de Estreias
  2. ASCINE-RJ – Associação de Cineclubes do Rio de Janeiro
  3. Curtas na Prateleira
  4. DVD de curtas
  5. Projeto da FCMS leva audiovisual para interior do Estado
  6. RodaCineRGE
 


1. Querendo mais circuito - Produção curta e independente é o alvo do Circuito Cineclubista de Estreias
Da 26ª jornada nacional de cineclubes, realizada em Santa Maria-RS, restaram não apenas as muitas idéias, fotos e vídeos realizados por cineclubistas de tantos lugares do país; ali também surgiu uma proposta de interação entre os cineclubes brasileiros.
O Circuito Cineclubista de Estreias, CCE, propõe-se fazer circular pelo país a produção audiovisual independente, produzida ou não dentro dos cineclubes, a fim de dar visibilidade a um material que dificilmente chega ao tal ‘circuito alternativo’ de exibição nem festivais de cinema: imaginem então alcançar nosso ‘canibal’ circuito comercial!?
De cara, cineclubes em oito estados do país (ES PB, PR, RJ, SC, RN, RS, SP) tomaram a empreitada de selecionar filmes curtos, organizando ou não programas para exibição, gravar DVDs domesticamente (lembremos que filmes continuam à procura de serem vistos...) e envio via correio da mídia - Carta Registrada mesmo! Tudo realizado de forma muito comunitária, cada cineclube assumindo os encargos de envio pela vontade mesmo de levar à frente uma ação que vai de encontro às estruturas de distribuição e exibição audiovisual ainda muito rígidas no Brasil.
O primeiro circuito foi um sucesso de público – mais de 2 mil pessoas contabilizadas nas sessões – e a empolgação manteve-se crescente desde então. Entre experimentos mais ousados e tentativas ainda tímidas, foram exibidos neste primeiro ano do CCE uma diversidade considerável de produções: videoarte, ficção, documentário, mesmo reportagens tiveram vez nas seleções dos estados que toparam a empreitada. O objetivo maior é mesmo a (in)formação do público, a abertura de espaço para o curta-metragem e dar a ver que existe espaço e gente querendo ver outras faces, vozes e paisagens pr’álem do que propõe o circuito exibidor.
As listas de discussão virtuais CNCdiálogo e Circuitocine foram canais privilegiados de discussão de conteúdo, atualização da informação e retorno do que se passou nas sessões em cada cidade. Vale ainda salientar a experiência do Plasticineclube, de Florianópolis, que disponibilizou na Internet os filmes para que os cineclubes integrantes do circuito baixassem os que lhes interessavam – tentativa feliz mesmo que tenha esbarrado nas limitações tecnológicas da maioria deles.
Atualmente à espera da safra do segundo ano, o Circuito Cineclubista de Estreias está aberto para que novos cineclubes se integrem ao projeto, ampliando a rede, fazendo ver a necessidade de parcerias institucionais firmes para que essa iniciativa, que parte dos agentes culturais da própria sociedade, permaneça viva e pulsante no coração do cineclubismo brasileiro.
Zonda Bez -  jornalista e cineclubista desde 1997. “Camareira”, seu primeiro curta-metragem de bolso, foi exibido na primeira edição do CCE.

 


2. ASCINE-RJ – Associação de Cineclubes do Rio de Janeiro
A Associação de Cineclubes do Rio de Janeiro (ASCINE-RJ) foi concebida em agosto de 2004, durante a I Mostra Rio das Ostras de Cinema, para atender às necessidades dos cineclubes que então se encontravam em pleno funcionamento após o recrudescimento da atividade na virada do século. Em 2006, a associação teve uma diretoria de caráter provisório, e, no ano seguinte, elegeu sua primeira diretoria para o biênio 2007-2009.
Em média, os 33 cineclubes da ASCINE-RJ promovem 40 sessões mensais exibindo 130 filmes, nacionais em sua maioria, somando um público sempre superior a 3,5 mil pessoas. O objetivo da associação é ajudar a organizar e fomentar o crescimento da atividade cineclubista em todo o estado através da representação junto aos órgãos públicos e privados e na criação de políticas e diretrizes que defendam e consolidem o movimento. Sua diretoria colegiada conta com 3 pessoas (Geral, Administrativo e Financeiro) auxiliadas por equipes de gerências (Acervos e Distribuição, Festivais, Comunicação, e Auto-Sustentabilidade).
A Gerência de Acervos e Distribuição é responsável por dialogar com a Cinemateca do MAM-RJ, o CTAv e o Arquivo Nacional visando garantir a disponibilização e a otimização de acesso dos cineclubistas aos filmes de posse e/ou guarda destes locais. Parceria semelhante foi acertada com a distribuidora carioca RIOFILME enquanto os filmes pertençam a sua carteira, além da possibilidade de exibição de filmes em lançamento com defasagem de poucas semanas em relação ao circuito comercial de cinema. É importante lembrar do contato estabelecido com acervos de redes de televisão de interesse cultural (Canal Futura), e com as iniciativas de distribuição alternativa (Projeto Curtas na Prateleira). Além disso, a ASCINE-RJ busca a constituição de acervo próprio e tem encontrado nos festivais de cinema ótimos parceiros.
A Gerência para Festivais é a intermediária entre ASCINE-RJ e festivais: os cineclubes exibem filmes dos festivais em seu período corrente, ganham espaço nos catálogos e há sempre a realização de um debate promovido pela associação; já os festivais conquistam a possibilidade de chegar a locais e públicos diversificados. Além disso, os festivais passam a incluir em suas inscrições opção que faculta ao realizador ceder a cópia da obra encaminhada para seleção integrar o acervo da associação e liberar para exibição em sessões culturais e sem fins lucrativos dos cineclubes filiados.
A Gerência de Comunicação estabelece contato com jornais, revistas e sites, e cuida de elaborar e fornecer a eles conteúdo sobre as sessões cineclubistas e ações da ASCINE-RJ. A compilação das sessões transforma-se em uma programação mensal distribuída a todos os órgãos de comunicação. Ela ainda serve como base para vinheta institucional que todos os cineclubes exibem antes do início de suas sessões regulares.
Após garantir a estabilidade da atividade cineclubista através da constituição de uma rede de acervos de filmes e da divulgação das sessões nos mais diversos veículos de comunicação, a ASCINE-RJ está pronta para mais uma importante conquista através da Gerência de Auto-Sustentabilidade.
O primeiro passo é o estabelecimento de uma base de dados reconhecida, legitimada, e para divulgação pública. Portanto, é preciso um acompanhamento mensal de quantos são os cineclubes filiados; onde estão localizados; quantas sessões realizam; quantos e quais filmes exibem; se há taxa de manutenção; e quantos espectadores comparecem a cada sessão.
Na entrada de cada cineclube, são distribuídos gratuitamente bilhetes que representam uma coleta sistemática do número do público cineclubista de caráter oficial e público (parceria com a RIOFILME – que fornece os bilhetes e legitima o número de espectadores das sessões dos cineclubes – que, em contrapartidaexibem trailer de filme em lançamento pela distribuidora).
Esse é o novo desafio da ASCINE-RJ. A execução de atividades visando a auto-sustentabilidade em um circuito onde, atualmente, não há circulação de riquezas em sua maioria esmagadora. Estas ajudam a pagar as despesas que envolvem manutenção e melhorias na realização das exibições e, paralelamente, vislumbra-se a possibilidade concreta de remuneração aos diretores que tenham seus filmes exibidos. Ou seja, alimentar a economia do audiovisual independente. Para que os cineclubes tenham uma perspectiva mais tranqüila de realizar a sessão seguinte e dos diretores de produzirem seu próximo filme.
Para tanto, a ASCINE-RJ planeja negociar com gravadoras a veiculação de artistas na trilha-sonora da vinheta com a programação mensal dos cineclubes, com distribuidoras de filmes a veiculação de trailers antes das sessões regulares, com festivais de cinema a remuneração por cada cineclube que exiba seu conteúdo, além da possibilidade de venda durante as sessões cineclubistas de DVD´s em associação com distribuidoras, podendo dispensar até mesmo a cobrança de taxa de manutenção.
Por fim – não menos importante – a ASCINE-RJ também faz um trabalho de articulação junto às demais instituições ligadas ao audiovisual dentro de nosso estado; ao lado de secretarias municipais participa do planejamento de políticas públicas para o cineclubismo no interior do estado em escolas de ensino médio; com escolas técnicas de ensino elabora a implementação de cursos de audiovisual; aos interessados, presta assessoria na elaboração de projetos para novos cineclubes.
Rodrigo Bouillet
Diretor Geral ASCINE-RJ (Associação de Cineclubes do Rio de Janeiro, 2007-2009)

 


3. Curtas na Prateleira
O projeto tem como princípio básico a disponibilização gratuita de filmes de curta e média-metragem ao público em geral. Foi criado em 2004 pela CAVÍDEO, e visa à formação de platéias para o cinema brasileiro.
Os filmes do projeto – já são 455 obras distribuídas em 75 DVDs – são disponibilizados através dos mais variados mecanismos: via empréstimo em locadoras, bibliotecas, centros culturais, escolas de cinema, cursos técnicos, empresas de grande porte, centros de difusão cultural, e outros; ou via exibições públicas – através de sessões temáticas, com abordagens específicas, realizadas pela curadoria do projeto em cineclubes, salas de cinema, praças públicas, centros culturais, escolas, universidades, teatros, entre outros. Até o presente momento, são 31 pontos de disponibilização espalhados por todo o Brasil.

 

4. DVD de curtas
A iniciativa de se lançar os DVDs com Coletâneas de Curtas nasceu do empenho da ABD-SP em buscar na iniciativa privada novos investimentos para o curta nacional. Assim sendo, formou-se uma parceria com a Europa Filmes que lançou em 2006 a primeira coletânea – iniciativa que teve continuidade.
O foco principal destes DVDs é levar o curta-metragem para o público comum de cinema, que não aquele já iniciado, como por exemplo os que frequentam festivais ou costumam visitar sites especializados no formato.
A seleção dos filmes é feita visando esse mercado mais amplo. Portanto, os curtas que compõem as coletâneas são sempre filmes que, por um lado, mantenham o espírito livre característico do curta-metragem, mas que ao mesmo tempo sejam obras de fácil interlocução com o público comum, seja pela sua linguagem, seja pelo apuro técnico.
Nos dois DVDs incluímos também bonus tracks: no primeiro uma entrevista conjunta com todos os participantes daquele DVD e no segundo o curta clássico “A Velha a Fiar” de Humberto Mauro. Acreditamos que essa é uma forma muito eficiente de se eternizar um filme importante como este e também colocá-lo ao acesso do grande público. Temos como meta incluir em todos os DVDs materiais como estes, que, de uma forma ou de outra, incrementem o conhecimento do público sobre a produção nacional de curta-metragem.
Acreditamos que esta iniciativa, pelas suas características e por seu alcance nacional, deve contribuir em alguma medida na difusão do conteúdo brasileiro de qualidade. Ela é também uma fonte de recursos (ainda que modesta) para os realizadores que participam dos DVDs. Além disso, dois pontos nos parecem muito relevantes nessa iniciativa: primeiro, pelo fato dela poder ser replicada em outras partes do país, segundo por ela demonstrar de forma inequívoca que é possível trazer o investimento privado para dentro do nosso setor.
ABD-SP



5. Projeto da FCMS leva audiovisual para interior do Estado
O “Rota CineMS”é uma iniciativa do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, através da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), que visa difundir a arte sul-mato-grossense em formato audiovisual por meio de exibição gratuita e pública aos municípios do interior, combinada com debates e atividades mediadas por arte-educadores. Assim, objetiva atuar simultaneamente na democratização do acesso às produções cinematográficas e fomentar a cadeia produtiva do audiovisual do Estado. “Com a extinção das salas de cinema na grande maioria dos municípios brasileiros, projetos alternativos como esse vem cumprindo uma função social de oferecer a distintas comunidades acesso e contato com a arte cinematográfica. Ele também forma uma platéia para o cinema e para a arte de um modo geral”, declarou o presidente da Fundação de Cultura, Américo Calheiros.
O acervo do projeto é composto por obras que têm como temática principalmente a identidade cultural sul-mato-grossense, possibilitando à platéia conhecimento e reconhecimento dos signos culturais locais. É o caso de obras recentes que documentam festas populares, canções, mitos e narrativas, artistas locais e relações entre o homem e a natureza. São obras como “Terra das Águas”, dirigido por Rosiney Bigattão, que registra a influência do regime das águas na vida do peão pantaneiro, ou “Tió e a Árvore”, dirigido por Conrado Roel, que trata sobre a vida e obra do compositor de música sertaneja Zacarias Mourão.
O Rota CineMS já passou pelos municípios de São Gabriel do Oeste, Sidrolândia, Jardim, Bela Vista, Nova Alvorada do Sul, dentre outros, e também pelo Assentamento Conquista, na saída pra Rochedo. As sessões, combinadas com as prefeituras e órgãos locais, são seguidas de conversas e atividades coordenadas pelos funcionários do Núcleo de Audiovisual da FCMS, arte-educadores, e às vezes com convidados que possam contribuir com o debate. A freqüência da população também é motivadora: “Em Sidrolândia, considerando todas as sessões (foram cinco), participaram cerca de mil pessoas”, comemoram Renato Heimbach e Lidiane Lima, responsáveis pelo Núcleo de Audiovisual.
O projeto Rota CineMS, recentemente aprovado pela Lei Rouanet, começará agora a captar recursos para ampliar suas atividades, visando disponibilizar o acervo para o interior do estado e criar pontos fixos de exibição, nos moldes da Programadora Brasil, além de doar 11 acervos para “cidades-chaves” de Mato Grosso do Sul.
Moema Vilela - Assessoria de comunicação da FCMS



6. RodaCineRGE
O RodaCineRGE é um projeto que tem como objetivo levar a comunidades que, preferencialmente, não possuem salas de exibição o melhor do cinema nacional, sempre com entrada franca.
Neste ano de 2007, o projeto RodaCineRGE segue levando cinema a lugares ainda não-visitados, além de continuar sua trajetória por aqueles municípios onde o projeto foi recebido com muito carinho. Com a magia das imagens, a realidade e a ficção unem-se em um mesmo objetivo: a criação de novos públicos para a sétima arte.
O furgão equipado com som, telas e projetor 35 mm viaja periodicamente, atendendo diversas regiões numa programação de oito cidades visitadas por mês.
Organizadas com o apoio operacional das prefeituras, as sessões podem ser feitas em ambientes fechados como ginásios de esportes, salões, escolas ou praças ao ar livre.
O RodaCine teve sua primeira sessão em fevereiro de 2001, em São Lourenço do Sul. Durante a segunda edição, além dos filmes de longa-metragem, cada sessão passou a exibir também um curta-metragem. Em agosto de 2003, a RGE integrou-se ao projeto, parceria celebrada durante o 31º Festival de Gramado.
A programação é composta por filmes nacionais, especialmente selecionados dentre as produções recentes do país de acordo com o perfil de cada público e região onde serão exibidos.
No interior do Estado, desde 2001, o RodaCineRGE percorreu mais de 360 cidades gaúchas, totalizando um público de mais de 350 mil espectadores em mais de 760 sessões.
Além do interior do Estado, desde 2006 o projeto conta com uma segunda equipe de projeção exclusiva para Porto Alegre e Região Metropolitana, incentivando ainda mais o gosto do público e as produções nacionais.
A partir do mês de Junho de 2007 os dois projetos - tanto o RodaCine Regional (que atende os municípios do interior do estado) quanto o RodaCine Metropolitano (que atinge cidades até 200 km de Porto Alegre) - passam a atuar concomitantemente, numa proposta de atingir mais de 100 cidades até o final do ano.
Para fazer o pedido as cidades devem entrar em contato com o Instituto Estadual de Cinema – IECINE e Fundação Cinema RS - FUNDACINE, por carta, fax ou correio eletrônico, demonstrando seu interesse.


           
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