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Cineclube Bancários comemora um ano de atividades com sessões lotadas

Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008



Neste mês, o Cineclube Bancários faz seu primeiro aniversário, presenteando Brasília com sessões repletas de sucessos. Há um ano, o Sindicato dos Bancários da capital do país dava início ao projeto de exibições semanais de filmes brasileiros, no teatro da instituição, com títulos do catálogo da Programadora Brasil: “Amarelo Manga”, de Cláudio Assis, e “A Canga”, de Marcus Vilar. Hoje, a comemoração segue por todas as segundas-feiras de agosto com obras recentes da cinematografia nacional, incluindo o filme “Nome Próprio”, de Murilo Salles, ainda em cartaz nos cinemas comerciais. A sessão de Meu nome não é Johnny”, de Mauro Lima, no dia 11/08, recebeu 470 pessoas e foi seguida por um debate sobre adaptação literária.

Para a responsável pela programação do Cineclube Bancários, a produtora Ana Arruda, os objetivos pensados no nascimento do projeto coincidem com os objetivos da Programadora Brasil. “A intenção da Programadora têm muito a ver com a nossa, que é de colocar em exibição filmes que não estão facilmente acessíveis. A Programadora dá agilidade ao trabalho que teríamos para conseguir autorização dos diretores e resgata filmes que seriam esquecidos, tornando-os disponíveis. Nosso objetivo também é compartilhar informações com o público e passar um panorama de obras que mostrem realidades de outras épocas e lugares”, explica a produtora, destacando que a platéia gosta de ver na tela lugares que não pensam no seu dia-a-dia e que não estão na TV.

Sessões temáticas e novas parcerias

Diante do desafio de programar semanalmente sessões que atraiam cada vez mais pessoas, Ana Arruda destaca a organização dos títulos da Programadora Brasil por temas diferentes em cada programa. “É a mesma orientação que seguimos. Sempre pensamos em exibir filmes que possam ser relacionados a temáticas que proporcionem debates. Por exemplo, em junho, fizemos uma homenagem à atriz Fernanda Torres. Escolhemos temas para cada mês, como homenagens a atores, diretores e gêneros para trabalhar a formação do olhar com certo foco.” Ana acrescenta que a programação de cada mês é pensada com antecedência, junto a pesquisas sobre aspectos do cinema ou temas destacáveis nas obras para gerar debates após as exibições.

Como estratégia de divulgação, além de enviar as programações com antecedência para os jornais, sites e listas de e-mails de Brasília, o Cineclube Bancários investe na parceria com a Rede Brazucah, formada por agentes universitários que realizam eventos, debates e pré-estréias de filmes brasileiros em suas universidades. A produtora conta que pela parceria, as atividades do Cineclube são divulgadas nas universidades e espaços culturais onde os agentes promovem os filmes, e que esses lançamentos também são divulgados na sala dos Bancários. Segundo ela, essas ações já garantiram um público fiel. “Temos três grupos sempre presentes, um de jovens de 18 a 30 anos, outro de aposentados associados ao Sindicato e o da comunidade que mora e trabalha próximo ao Cineclube. O público varia de 100 a 300 pessoas por sessão, dependendo do filme. Sempre sorteamos brindes e as pessoas se sentem à vontade, após a sessão continua o burburinho fora da sala.”, detalha Ana.

 Espaço de convívio social

 Questionada sobre a maior vitória e o maior desafio para o Cineclube dos Bancários, após um ano de atividades, a resposta de Ana Arruda é uma só. “Consolidamos o Cineclube como um ponto cultural de Brasília, como um ponto de troca de idéias tanto para os que gostam de cinema quanto para gestores de projetos sociais e audiovisuais. O público sabe que fazemos as sessões para eles e representantes de projetos sabem que podem divulgar suas ações aqui e contar com a nossa orientação para que montem seus cineclubes. Existe uma identificação com o espaço. Essa conquista não foi fácil e o desafio é continuar formando um público interessado em compartilhar a experiência de ver filmes. Muita gente deixa de ver filme sozinho em casa ou vem assistir aqui pela segunda vez para poder conversar.”

Apenas com um ano de história, que Ana Arruda define como ‘’intenso’’, a produtora coloca o Cineclube Bancários como um espaço aberto para agentes multiplicadores e apresenta a Programadora Brasil como uma aliada. “Antes de cada sessão explicamos o que é a Programadora, até porque muitas pessoas querem saber como conseguimos achar certos filmes. Percebemos o interesse de algumas em montar seus cineclubes e apontamos a Programadora Brasil nas nossas orientações, porque o projeto ajuda a não começar do zero, já com uma seleção de filmes, não deixando cair no sufoco de não ter o que programar. E essas pessoas procuram o site da Programadora. Queremos que elas multipliquem isso. A nossa intenção é continuar com as sessões e contribuir com informação para o surgimento de novos espaços de exibição.”


           
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