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Curadorias diversas marcam sessões dos associados da Programadora Brasil

Quinta-feira, 4/12/2008

 
A Programadora Brasil se aproxima do fim de 2008 com mais de 650 pontos de exibição audiovisual não-comerciais associados em todo o país, e os agendamentos de sessões recebidos ao longo do ano indicam como o catálogo do projeto tem atendido às mais diversas curadorias e perfis de público. A partir desses agendamentos informados pelos associados, os pontos que mais realizaram sessões em 2008 com filmes e vídeos do acervo da Programadora Brasil são:

Sala Alexandre Robatto, de Salvador (BA), com 81 sessões; o Teatro Municipal Mucio de Castro, de Passo Fundo (RS), com 61; a Sala Walter da Silveira, de Salvador, com 55; o Projeto Casa Escola, de Ouro Preto (MG), com 52; e a Cinemateca Brasileira, em São Paulo (SP), com 50.

Tanto a Sala Alexandre Robatto quanto a Walter da Silveira pertencem à Diretoria do Audiovisual da Secretaria de Cultura da Bahia (DIMAS), que realiza três sessões diárias nos dois espaços. As salas funcionam nesse ritmo há 10 anos e já tinham um público definido antes da associação à Programadora, de acordo com coordenador do Núcleo de Difusão da DIMAS, Adolfo Gomes.

“Temos sessões às 15h, 17h e 20h e recebemos à tarde um número maior de estudantes e idosos. Nossas salas ficam no subsolo da biblioteca municipal e perto do terminal da Lapa, um espaço de fluxo intenso. A Programadora Brasil nos ajuda muito, pois tínhamos dificuldade de encontrar certos filmes nacionais e de negociar com algumas produtoras. Em alguns casos, era mais fácil conseguir filmes coreanos com o consulado. A Programadora veio ocupar esse espaço, ajudar na difusão das obras nacionais”, opina Adolfo Gomes.

Parcerias educacionais – Desde abril, a prefeitura de Passo Fundo promove o projeto “Cinema no Teatro”, no Teatro Municipal Mucio de Castro. As sessões são sempre às quartas-feiras, às 14h, para estudantes de 170 escolas municipais, estaduais e particulares e às quintas-feiras, às 19h, para toda a comunidade.

“Diante das possibilidades do acervo da Programadora Brasil, resolvemos tratar temas que provocassem reflexões sobre diferentes assuntos como cidadania e sexualidade, por exemplo. Sempre temos dois debatedores, um especialista no tema abordado e um professor do curso de Jornalismo da Universidade de Passo Fundo que trabalhe com cinema e vídeo”, explica Guilherme Cruz, um dos responsáveis pelo projeto.

Já o projeto Casa Escola, em Antônio Pereira, distrito de Ouro Preto, é um espaço voltado para educação ambiental que abriga biblioteca, videoteca e brinquedoteca comunitárias, construídas com a verba de um edital público e tendo a Associação de Moradores como mantenedora. Como a Casa Escola estimula o uso espontâneo, as exibições ocorrem diariamente, na maioria para o público infanto-juvenil, na medida em que eles mesmos pedem os filmes que querem assistir.

“Sem o acervo da filmografia brasileira resgatado pela Programadora Brasil não teríamos a abrangência de temas discutidos que temos hoje; não podemos mais falar que falta cinema em Antônio Pereira”, detalha o responsável pelo Espaço, o engenheiro ambiental Marcos Lucena.

Formação de público - Desde 2004, a Cinemateca Brasileira reserva um espaço de exibição permanente para o curta-metragem brasileiro em sessões gratuitas, às terças-feiras, às 18h, com reprises aos sábados, às 16h. De março a junho e de agosto a dezembro, as sessões duram uma hora porque antecedem um curso de história do cinema, sendo uma opção para os alunos que queiram chegar mais cedo, de acordo com Moema Müller, responsável pelo projeto “Curta Cinemateca”.

“Usamos os títulos da Programadora Brasil de duas formas. Uma é aproveitando os títulos que sirvam às temáticas com as quais trabalhamos, como sessões com curtas premiados em festivais. Já fizemos séries com curtas premiados nos festivais de Brasília, Gramado, Jornada da Bahia, entre outros. Outra forma é aproveitando programas prontos, como fizemos em julho, quando nos dedicamos ao cinema infantil e aproveitamos os programas Curtas Infantis, pois os títulos já estavam selecionados, os DVDs estavam à mão e as autorizações dos realizadores garantidas”, explica Moema Müller.

Área do associado – A partir de janeiro, os pontos de exibição audiovisual registrarão o agendamento e o relatório de sessões diretamente no site da Programadora Brasil, em área específica de acesso dos associados, conforme link que estará disponível na página principal.

A inclusão desta funcionalidade no site é mais uma ação da Programadora Brasil no sentido de contribuir para a consolidação de dados sobre o audiovisual brasileiro. As informações recebidas formam um banco de dados para a Programadora prestar contas aos realizadores e também serão disponibilizadas em seu site para o acesso público.

         
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