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Filmes para programar em novembro

Quarta-feira, 26/10/2011


Novembro traz importantes datas comemorativas como Dia da Proclamação da República, Dia do Radialista e Dia Nacional da Consciência Negra. Seguem as sugestões de programação da Programadora Brasil:


Dia de Todos os Santos, 01
Esse data católica celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados, portanto, não têm um dia específico de culto.

Os filmes Milagre em Juazeiro de Wolney Oliveira e Padre Cícero de Geraldo Sarno compõem o Programa 70. O primeiro é um documentário que fala sobre o Padre Cícero Romão Batista, pároco de Juazeiro do Norte, que administra a comunhão aos fiéis. Entre eles está Maria de Araújo, mulher simples e religiosa. Quando recebe a hóstia das mãos do Padre e pousa em sua boca, a transforma em sangue. Milagre? O fenômeno se repete e se consolida a crença de que o Padre é um Santo e a beata Maria de Araújo, um instrumento de Deus. As primeiras romarias começam a chegar a Juazeiro. O segundo filme é um curta que retrata o Padre Cícero, como era visto em 1970 - antigo líder religioso, ligado à formação social, política e econômica do Vale do Cariri - pela população local e pela multidão de romeiros que ali acorrem para render-lhe homenagem. Com aproveitamento de material cinematográfico da época (1925) em que o Padre recebe visita das mais altas autoridades do Estado, em companhia de seu protegido o deputado Federal Floro Bartolomeu, para inaugurar sua própria estátua em praça pública, o filme mostra o uso que se fez da imagem do velho patriarca bondoso, pai dos pobres e protetor dos desvalidos.


Dia dos Finados, 02
Este é o dia da celebração da vida eterna das pessoas que já faleceram. Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. Foi no século XIII que o dia 2 de novembro foi instituído como dia dos Finados, para recordar de todos os que morreram e não são lembrados na oração.

Um rapaz caminha numa rua do centro da cidade quando, sem qualquer razão aparente, cai, morto para sempre. Não há mais vida. Existem, porém, sentimentos. Essa é a estória do filme O Pulso de José Pedro Goulart. Faz parte do Programa 202 “Corpo em questão”.

O documentário A casa dos mortos de Debora Diniz conta a história de Bubu, um poeta com doze internações em manicômios judiciários. Ele desafia o sentido dos hospitais presídios, instituições híbridas que sentenciam a loucura à prisão perpétua. O poema A casa dos mortos foi escrito durante as filmagens do documentário e desvelou as mortes esquecidas dos manicômios. Faz parte do Programa 208 “Louco é quem me diz...”.


Dia do Cabeleireiro, 03
Os primeiros salões de cabeleireiros foram criados em Atenas - Grécia, chamados de “koureia”, eram construídos em praça pública. Intitulados “kosmetes”, traduzindo: "embelezadores de cabelo", eram escravos especiais, muito afamados e procurados. Os homens eram cuidados por escravos e as mulheres por escravas.

O documentário Mauro Shampoo - jogador, cabeleireiro e homem de Leonardo Cunha Lima e Paulo Henrique Fontenelle (Programa 147, “Futebol, Paixão Nacional”) é uma cinebiografia de Mauro Shampoo, ex-jogador de futebol e folclórico cabeleireiro da cidade do Recife. Com apenas um gol marcado em toda carreira, alcançou a fama como atleta-símbolo do Ibis Sport Clube, que entrou para o Guiness Book como “o pior time de futebol do mundo de todos os tempos”.

Dia do Inventor, 04
O dia foi proclamado pelo inventor e empreendedor alemão Gerhard Muthenthaler. É um dia para lembrar os inventores esquecidos, os grandes inventores e as pessoas que usam suas próprias ideias para mudar as coisas para melhor.

O curta-metragem Lúmen de Wilian Salvador (Programa 95, “Animações Infanto-Juvenis”) conta a estória de um inventor em crise o qual, tem uma ideia que parece ser a solução perfeita para seus problemas.

A animação Rua das tulipas de Alê Camargo (Programa 136, “Animações para crianças [que todos adoram!]”) fala sobre um grande inventor que é acostumado a criar soluções para todos os moradores da Rua das Tulipas. Depois de ver a felicidade de todos os seus vizinhos, ele descobre que ainda falta fazer uma pessoa feliz...


Dia do Radialista, 07
Originalmente comemorado no dia 21 de setembro – data no ano de 1945 que o então presidente Getúlio Vargas fixou os níveis mínimos de salário dos trabalhadores em empresas de radiodifusão – nos anos 1980 essa data foi transferida para 25 de setembro, dia que o radialista Edgard Roquette-Pinto fundou a primeira Rádio do Brasil. Em 24 de julho de 2006, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 11.327, que institui 7 de novembro o Dia do Radialista em homenagem a Ary Barroso, músico, compositor e radialista.

O filme A estória de Clara Crocodilo de Cristina Santeiro (Programa 150), traz a estória do locutor de uma rádio pirata que narra a fuga do perigoso marginal Clara Crocodilo de um presídio de segurança máxima. Acompanhamos a perseguição do bandido pela cidade de São Paulo, com enquadramentos de HQ. Baseado na música Clara Crocodilo, de Mario Lucio Cortes e Arrigo Barnabé.

O filme Rádio gogó de José Araripe, conta a estória de um carioca que vai morar na Bahia e, com uma velha Kombi travestida de emissora de rádio, acompanha as peladas de rua e realiza grandes transmissões esportivas. Faz parte do Programa 147 “Futebol, paixão nacional”.

No curta-metragem P R Kadeia, o diretor Eduardo Caron fala sobre dois bandidos que instalam uma rádio pirata a partir de aparelhagens roubadas, interferindo na programação das outras rádios e tornam-se sucesso absoluto na cidade. Faz parte do Programa 55 “Comédias Contemporâneas”.


Dia Mundial do Urbanismo, 08
A tendência mundial do urbanismo é que todo e qualquer objeto de trabalho do urbanista, desde a questão dos grandes aglomerados urbanos à questão das regiões pouco povoadas, sejam tratadas segundo uma abordagem não somente física, mas também social e qualitativa. Faz parte das obrigações do urbanista, fazer e executar projetos relacionados ao lixo, à devastação de áreas ambientais urbanas, ao transporte e às construções.

Os três curtas-metragens, do Programa 152 “Rio de Janeiro: a cidade e o morro”, discutem a relação entre a cidade do Rio de Janeiro e a favela ao longo do tempo. O clássico Couro de gato, de Joaquim Pedro de Andrade, mostra com rara delicadeza a relação de meninos do morro em busca de gatos para vender em pontos diversos da cidade nos anos 1960. Rocinha Brasil 1977, de Sérgio Péo, faz um retrato da maior favela da cidade em seus primeiros anos. E Sete Minutos, de Cavi Borges, Júlio Pecly e Paulo Silva, já traz a violência dos dias de hoje em um plano-sequência subjetivo de grande virtuosismo dramático. Completando o programa, o média-metragem Tópicos urbanos, de Ivana Mendes, conta a história da urbanização carioca, com informações preciosas para um debate consistente sobre o tema.

Os filmes À margem do concreto de Evaldo Mocarzel e Casa de cachorro de Thiago Villas Boas são retratos marcantes da questão habitacional no Brasil contemporâneo. O primeiro assume a linguagem do documentário de reportagem para falar dos movimentos urbanos de ocupação de moradias, com fortes imagens de operações de despejo. Já o curta-metragem Casa de cachorro descobre um grupo de famílias que usa os canteiros de uma via expressa de São Paulo como local de moradia e trabalho, produzindo casas de cachorro em carpintaria. A justaposição dos depoimentos dos fregueses e dos moradores compõe um pequeno retrato — de cunho político — da exclusão social no Brasil. Os filmes fazem parte do Programa 104.


Proclamação da República, 15
República é o sistema de governo em que um ou vários indivíduos eleitos pelo povo exercem o poder supremo por tempo determinado. Neste dia em 1889, foi declarada a Proclamação da República pelo Marechal Deodoro da Fonseca.

O filme Vida de menina de Helena Solberg (Programa 131) acompanha três anos (1893-1895) da vida da adolescente Helena, em um momento crítico de sua vida, quando começa a lutar para conquistar sua liberdade e integridade. Tendo como pano de fundo um Brasil que acaba de abolir a escravatura e proclamar a República, a jovem começa a escrever o seu diário, revelando seu universo e um país que adolesce junto com ela. É nesse diário que Helena debocha e desmascara as pretensas virtudes alheias, procurando não perder sua alegria infantil de viver e reinventando o mundo à sua maneira.


Semana da música, 16
História da música é o estudo das origens e evolução da música ao longo do tempo. O som só foi incorporado ao filme em 1927 e, a partir deste momento, a dissociação da música e do cinema não foi mais possível.

Para este dia recomendamos a série A música, o som e o cinema. Esta série apresenta programas que abordam a história do som no cinema. Além disso, explora a riqueza de gêneros musicais brasileiros, seus compositores e intérpretes, mostrando o que a nossa música tem de melhor. Para acessar os Programas que fazem parte desta série clique aqui.


Dia Nacional da Consciência Negra, 20
Essa data foi escolhida em memória ao dia da morte do Zumbi dos Palmares em 1965. Ele foi um dos líderes do Quilombo dos Palmares, o mais conhecido núcleo de resistência negra à escravidão no país.

Tudo é Brasil (Programa 20) de Rogério Sganzerla é um semi-documentário que traz a tona a história secreta do filme It´s All True, dirigido e rodado no Brasil por Orson Welles, em 1942. Retrata o cotidiano dos negros, o subúrbio carioca, os jangadeiros de Fortaleza e revela o encanto que o cineasta adquiriu ao conhecer a cultura e a criatividade do povo brasileiro.

Em A negação do Brasil, Joel Zito Araújo propõe uma minuciosa investigação e análise da participação e evolução do negro na telenovela brasileira no período 1963-1997. O documentário contribui para o debate sobre o papel da mídia e a luta dos atores negros pelo reconhecimento. No curta-metragem Carolina de Jeferson De, outro representante contemporâneo do cinema negro brasileiro, é feito o resgate lírico do livro Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus (lançado em agosto de 1960 e reeditado oito vezes naquele ano), escrito no seu barraco numa favela paulistana, e que expõe temas atuais que precisam ser superados como a fome, o preconceito e a miséria. Os filmes fazem parte do Programa 49.

O filme Defina-se de Kelly Regina Alves (Programa 97, “Comunidades”), é um manifesto audiovisual sobre a trajetória dos negros no Brasil, da senzala à periferia da cidade grande.

O curta-metragem O Moleque de Ari Candido Fernandes (Programa 99, “Curta Criança”), conta a estória de Tião que é pobre e negro, mas tem orgulho de sua mãe, a melhor lavadeira da região. Ele sai para pescar com Pedrinho, seu único amigo. Todos os outros moleques adoram lhe dar apelidos, por causa da cor de sua pele. Mas Tião não vai agüentar por muito tempo e prepara sua vingança.

Geraldo Filme de Carlos Cortez (Programa 96, “Cinesamba 2”), faz um mergulho no universo do samba e na cultura negra paulista através da obra do compositor Geraldo Filme. O documentário traz raras imagens de arquivos, relatos preciosos e músicas contagiantes que servem de farol à narrativa, mostrando, com um certo ar de nostalgia, como as rodas de tiririca (a capoeira paulista), promovidas por engraxates, foram pouco a pouco vencendo as barreiras da repressão e do preconceito, conquistando espaço na cultura paulista, dando voz a negritude brasileira.

Cafundó de Clóvis Bueno e Paulo Betti (Programa 109) parte da história real de João de Camargo (ex-escravo cuja trajetória passa pela Guerra do Paraguai) para fazer um retrato dos afro descendentes e da religiosidade sincrética brasileira. Natural da região de Sorocaba (SP), Camargo se deslumbra com o mundo fora da escravidão e se casa com uma mulher branca. Ele passa a viver entre o quilombo local e a construção de uma igreja onde realiza milagres, misturando a fé católica a influências africanas.

O filme Também somos irmãos (Programa 192), de José Carlos Burle, conta a estória de um viúvo cinquentão que não pode ter filhos e adota quatro crianças: duas brancas e duas negras. Na infância tudo corre bem, mas, com o passar do tempo, as coisas se modificam. Os dois irmãos negros vão entender a diferença entre ser filho e ser “como” filho.

O filme O rito de Ismael Ivo, de Ari Candido Fernandes, é um retrato biográfico do bailarino negro Ismael ivo. Ao lado de imagens de suas perfomances, o filme reúne depoimentos onde o artista fala sobre seu trabalho,sua concepção da dança e sobre os mitos sociais que teve de transpor como artista negro. Faz parte do Programa 202 “Corpo em questão”.


Dia do Músico, 22
Essa data foi escolhida por ser dia de Santa Cecília, padroeira dos músicos. Seguem sugestões de programação para este dia:

O filme de Telmo Carvalho O Músico e o cavalo (Programa 76, “Núcleo de animação do CTAv”) mostra, através do encontro entre um sanfoneiro de rua e um cavalo amestrado de circo, ambos vítimas de situações adversas e difíceis, a amizade e a solidariedade.

O Programa 78, “Sonoridades inovadoras”, é um histórico-musical que reúne documentários sobre dois músicos que nasceram em 1936 e que têm em comum a integração de sonoridades de objetos não-convencionais em suas criações. No Rio de Janeiro, o alagoano Hermeto Paschoal em seu processo de criação cuidadosamente registrado no início dos anos 1980 pelo veterano documentarista Thomaz Farkas, no filme Hermeto campeão. Em São Paulo, na virada do século, em documentário bastante rigoroso, Tom Zé, ou quem irá colocar uma dinamite na cabeça do século? da jovem diretora Carla Gallo, o baiano Tom Zé expõe suas idéias, obsessões, fraquezas e grandezas.

O Programa 101 “... E fez-se a música” traz três filmes sobre criatividade musical em Minas Gerais, em Pernambuco e na Bahia que reúnem o erudito e o popular, em demonstração da riqueza cultural da miscigenação brasileira. Uakti - Oficina Instrumental, de Rafael Conde, são ruídos captados na natureza que somam-se a instrumentos inusitados para a produção de sons pelo grupo mineiro Uakti. Fuloresta do Samba proclama na Holanda e na França que “o maracatu da gente é o nosso rock-and-roll”. A câmera de Marcelo Pinheiro acompanha em detalhes pitorescos as andanças do grupo pela Europa, mas a montagem recupera as raízes do samba de rua, no agreste pernambucano. Diário de Naná, de Paschoal Samora, acompanha a viagem do percussionista Nana Vasconcelos pelo Recôncavo Baiano “em busca da música do sagrado e do sagrado da música”. O filme é sucessão de recortes de imagens, sons da natureza, percussão, encontros com mães de santo, prazer e alegria à flor da pele.


Agora, é só programar as sessões! Lembre-se de registrar os agendamentos de sessões na área do associado (www.programadorabrasil.org.br/associado). Se tiver dificuldades, entre em contato com o atendimento da Programadora Brasil (atendimento@programadorabrasil.org.br). As sessões programadas são divulgadas no site www.programadorabrasil.org.br/exibicao.

Além disso, ainda há a oportunidade de enviar fotos das ações audiovisuais realizadas com os títulos do catálogo da Programadora Brasil junto com os relatórios das sessões, detalhando o perfil das atividades, espectadores e curiosidades. Acreditamos que o trabalho de cada associado é fundamental para, juntos, construirmos um circuito de exibição não-comercial voltado para a cinematografia brasileira de diferentes épocas, formatos e gêneros.

Compartilhando seus agendamentos e estratégias, o seu ponto de exibição poderá ser mostrado como exemplo e estimular a troca de experiências entre todos os associados da nossa rede. Contamos com a sua ajuda para consolidar plenamente os fins da Programadora Brasil: formar platéias, fomentar o pensamento crítico em torno da produção nacional e, principalmente, contribuir para a formação intelectual, social e cultural dos brasileiros.

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