Neste mês, 125 novos filmes e vídeos organizados em mais 41 programas (DVDs) estão disponíveis para os associados da
Programadora Brasil. Deste modo, o acervo alcança os 825 títulos que proporcionam um painel da cultura brasileira e possibilitam olhares singulares sobre um tema, uma situação ou uma personagem. São cerca de 250 documentários, 226 animações, pouco mais de 100 classificam-se como filmes experimentais e os demais 400 são obras de ficção.
Realizada pela Cinemateca Brasileira, através da Sociedade Amigos da Cinemateca, a
Programadora Brasil segue a orientação das políticas públicas de inclusão e regionalização da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, buscando a multiplicidade de realizadores, a diversificação de origens dos títulos, de épocas, bitolas e formatos (curtas, médias e longas-metragens). Também, com o intuito de proporcionar o maior acesso possível ao cidadão brasileiro, a Programadora vem, há três anos, ofertando títulos que contemplam a acessibilidade, por meio dos recursos de closed caption e audiodescrição”. Neste lançamento, essas facilidades estão disponíveis em dez programas.
Entre os programas de curtas-metragens lançados nesta edição, destacam-se Discurso e intervenção (programa 251), que apresenta conflitos fundiários, condições aviltantes de trabalho, desastres ecológicos, colonialismo e até a estupefação do artista perante uma realidade que parece muito maior do que ele; Caravana Farkas: cultura e religiosidade popular (programa 245) onde os mitos, os fazeres, dizeres e cantares da gente nordestina ocupam a tela e inspiram considerações analíticas dos cineastas em cinco filmes com a participação do documentarista, produtor e fotógrafo Thomaz Farkas; e Cultura Negra (programa 248) que mostra seis curtas-metragens produzidos entre 1975 e 2009 que, cada um à sua maneira, toca temas relacionados à cultura e à consciência negra.
Os infantis são campeões de audiência nos pontos de exibição associados e as animações ocupam um lugar especial no catálogo da
Programadora Brasil, que neste lançamento traz o longa-metragem Garoto Cósmico, de Alê Abreu (programa 255), e diversas produções de curta-metragem disseminadas em vários programas. Outro filme recente, agora incorporado ao acervo, é O ano em que meus pais saíram de férias, de Cao Hamburger (programa 216), produção escolhida, à época, para representar o Brasil na corrida por uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro.
A era dos grandes estúdios mais uma vez marca presença. O pagador de promessas (programa 233) e Absolutamente certo (programa 215), de Anselmo Duarte fazem parte desse importante momento da nossa história, quando o cinema brasileiro investiu no projeto de industrialização segundo o modelo norte-americano e europeu. Nesta edição, os estúdios da Maristela, por sua vez, estão representados por Simão, o caolho, de Alberto Cavalcanti (Programa 237), comédia de grande sucesso realizada em 1952 e primeiro filme do diretor no Brasil.
Outros importantes clássicos estão sendo lançados, como O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla (programa 217), um dos filmes mais cultuados e influentes da história do cinema brasileiro. O cinema paulista da década de 1980 está representado pelo O olho mágico do amor, de Ícaro Martins e José Antonio Garcia (programa 232). Estão ainda na lista: Todas as mulheres do mundo, de Domingos de Oliveira (programa 240), considerado um dos filmes mais marcantes e emblemáticos dos anos 1960 no Brasil e que tem no elenco Paulo José e a musa maior Leila Diniz; Os cafajestes, de Ruy Guerra (programa 221), que imortalizou as imagens de Jece Valadão como encarnação do “cafajeste” e Norma Bengell como símbolo sexual; Bonitinha, mas ordinária, de J. P. de Carvalho (programa 219), primeira das três adaptações ao cinema da genial peça de Nelson Rodrigues; e São Bernardo, de Leon Hirszman (programa 236), baseado no romance homônimo de Graciliano Ramos e um dos muitos títulos restaurados pela Cinemateca Brasileira.
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