Abril marca importantes datas comemorativas. Programar a exibição de filmes é uma excelente forma de comemorar estes dias. Por isso, a Programadora Brasil criou para os seus associados sugestões de programas e filmes. Confira:
Dia do Índio, 19
A temática indígena vem sendo retratada na ficção, no documentário e na animação brasileiros. O catálogo da Programadora Brasil traz uma variedade de filmes sobre o tema. Essa data é uma ótima oportunidade de assistir, apreciar e aprender. Veja as sugestões:
No
programa 91, o documentário de longa-metragem "Terceiro Milênio", do diretor Jorge Bodanzky, retrata dualidades diversas na Amazônia: o país e a fronteira, o índio e o branco, a política e a realidade. A câmera solta do diretor invade a casa e depois rios, encontros de madeireiros, quartéis de polícia e embarcações como quem visita a casa de um parente próximo que habita num lugar distante. Uma "viagem pelos confins do tempo presente", prenuncia o cartão do prólogo.
No
Programa 124, está o curta-metragem "Cidadão Jatobá", de Maria Luiza Aboim. Um grupo de índios jovens de diferentes etnias do Parque Nacional do Xingu aprende a construir a tradicional canoa feita da casca do jatobá. Devido às limitações do parque, esse tipo de canoa de rápido feitio, que servia principalmente para a exploração das redondezas, deixou de ser usada e só os mais velhos da aldeia ainda sabem construí-la.
O
programa 139, "Brasil Indígena", apresenta quatro visões particulares sobre o índio, dos anos 1960 até a virada do milênio. Ãgtux traz, com um olhar sensível, as questões de terra que envolvem a nação Maxacali, de Minas Gerais. Jornada Kamayurá narra com delicadeza um dia na pequena nação de mesmo nome. Bubula, o cara vermelha retrata Jesco von Puttkamer, cinegrafista das expedições dos irmãos Villas Bôas, com impressionantes registros de primeiros contatos com tribos indígenas. E Mato eles?, filme seminal de Sérgio Bianchi, revela sua ironia ácida e provocativa ao investigar as últimas etnias existentes no Paraná no final da década de 1970.
Especialmente para o público infantil, mas indicados para todas as idades, as sugestões são:
No
programa 25, "Curtas Infantis 1", o curta-metragem produzido pela TVE Brasil, Mitos do Mondo: Como Surgiu a Noite?, de Andrés Lieban, unifica as diversas raízes que formam o que se poderia chamar de “civilização brasileira”.
No
Programa 99, "Curta Crianças", o filme Tainá-kan – A Grande Estrela, de Adriana Figueiredo, é uma animação que trata de uma lenda dos karajás, sobre estrela que tomou a forma humana para viver com uma índia. O mais interessante aqui é perceber que, a exemplo de outras mitologias, como a grega e a romana, os símbolos indígenas são muitos, oferecendo a sua versão sobre a criação da estrela d’alva e das sete plêiades da constelação de touro através de uma bonita história de amor.
Todos os filmes sugeridos para o Dia do Índio têm classificação indicativa "livre para todos os públicos".
Dia do Metalúrgico, 21
Os metalúrgicos são o ícone da classe operária, sendo muitas vezes representados em filmes ou até mesmo tendo suas lutas e reivindicações, sejam elas políticas ou não, retratadas através das lentes de um documentário. A Programadora Brasil possui em seu catálogo filmes que retratam a saga e a luta da vida desses operários. Seguem algumas sugestões:
Programa 151, "Redemocratização: as greves de 1979". Compõem este programa os filmes ABC Brasil, de Sérgio Péo, José Carlos Asbeg e Luiz Arnaldo Campos, Greve!, de João Batista de Andrade, e Greve de março, de Renato Tapajós. Nos filmes há uma só motivação: narrar um importante momento da história recente do país, por meio da linguagem do cinema documentário, em obras sem personagens centrais, cujo protagonismo é exercido pela coletividade. Arrocho salarial, opressão das multinacionais, repressão do Estado de exceção e união da classe trabalhadora são alguns dos temas urgentes da época. A paralisação dos trabalhos dos metalúrgicos do ABC Paulista, região de forte concentração industrial do Sudeste brasileiro, aprofundaria as graves contradições da agonizante ditadura militar e revelaria, ao mesmo tempo, o nascimento de uma figura pública que marcaria os 30 anos seguintes do cenário político do Brasil: o líder sindical Luiz Inácio “Lula” da Silva.
Livre para todos os públicos.
O
programa 14, traz "A Hora da Estrela", de Suzana Amaral. O filme conta a história de Macabéa, imigrante nordestina semi-analfabeta, que trabalha como datilógrafa numa pequena firma e vive numa pensão. Ela conhece o também nordestino Olímpico, um operário metalúrgico, e os dois começam a namorar. Mas Glória, uma colega de trabalho de Macabéa, rouba-lhe o namorado, seguindo o conselho de uma cartomante. Macabéa faz uma consulta à mesma cartomante e esta prevê seu encontro com um homem rico, bonito e carinhoso. Macabéa sai feliz, sem saber o que a espera.
Classificação indicativa: 14 anos
No
programa 112 está o longa-metragem "Um céu de estrelas", de Tata Amaral. Na narrativa, Dalva, uma cabeleireira, ganha um prêmio para viajar a Miami e tem de lidar com a reação do namorado, um metalúrgico. A sensação de asfixia da pequena residência é a perfeita metáfora para a vida do casal, encurralado em seus próprios desejos e frustrações.
Classificação indicativa: 16 anos.
Dia Mundial do Livro, 23
O cinema sempre buscou na literatura temas e argumentos que deram origem a filmes de todos os gêneros, alguns de grande sucesso. No catálogo da Programadora Brasil há uma diversidade de filmes inspirados, adaptados ou baseados em obras literárias. Mas, para o Dia Mundial do Livro, as sugestões são de obras que têm o livro como elemento dramático ou foco de interesse documental. Seguem algumas sugestões:
Programa 1: "Alma Corsária". Os personagens principais são os poetas Torres e Xavier inspirados respectivamente em Augusto dos Anjos e Cesário Verde. Torres e Xavier lançam um livro de poesia numa pastelaria do centro da cidade. O filme dirigido por Carlos Reichenbach questiona se ainda há espaço para a arte num mundo dominado pelo consumismo e pela competitividade vil.
Classificação indicativa: 16 anos
Programa 56, "Diferenças", o curta-metragem "O Resto é Silêncio", de Paulo Halm, conta a história de Lucas, adolescente surdo, que vive isolado,voltado para livros e poesia. A partir do encontro com Clara, também surda, a vida de Lucas mudará completamente. O filme é todo falado em Libras, a língua brasileira de sinais, e interpretado por atores surdos.
Classificação indicativa: 14 anos
No
programa 94 "Curtas Infantis 3 - animações para primeira infância" está o curta-metragem em animação "A traça Teca". Entre os livros de uma estante, se passa a história da pequena traça Teca e de seu ácaro de estimação Tuti.
Classificação indicativa: Livre para todos os públicos
Programa 98 "Curta Cada Página". “A Vingança da Bibliotecária” , de Santiago Dellape, “Clandestina Felicidade”, de Beto Normal e Marcelo Gomes, “Dedicatórias”, de Eduardo Vaisman, “O Homem-Livro”, de Anna Azevedo, “O Livro”, de Aleques Eiterer, e “O Livro de Walachai”, de Rejane Zilles mostram personagens que desenvolvem algum tipo de relação especial com os livros ou com o seu coletivo, a biblioteca. Os gêneros são os mais variados, da comédia terrorífica à aventura romântica, do documentário humanista à fantasia lírica.
Classificação indicativa: 14 anos
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