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Dicas de programação para o mês de junho

Segunda-feira, 24 de Maio de 2010

Junho, o mês dos namorados e das festas juninas, também tem outras datas comemorativas importantes. Para comemorar, planeje a exibição de filmes que dialogam com estes dias. A Programadora Brasil criou para os seus associados sugestões de programas e filmes. Confira:


05 Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia
Em tempos de aquecimento global, o cinema anda tendo uma relação próxima com o tema Meio Ambiente e Ecologia. Veja abaixo algumas sugestões:

O programa 41 traz “Sangue e Suor: A Saga de Manaus”, do diretor Luiz de Miranda Corrêa. O documentário sobre a cidade de Manaus trata sobre a implantação de uma cidade europeia na floresta amazônica, as distorções de uma cultura alienígena que não respeitou a ecologia regional, a influência inglesa, os aventureiros da borracha e da Zona Franca.

Programa 124 apresenta o documentário “No Rio das Amazonas”, do diretor Ricardo Dias, o qual aborda uma viagem pela Amazônia, de Belém a Manaus. O filme tem a participação do naturalista Paulo Vanzolini e trata particularmente da ecologia da região, com ênfase no modo de vida das populações ribeirinhas do Baixo Amazonas.


07 Dia da Liberdade de Imprensa
A liberdade de imprensa no Brasil é uma conquista da sociedade. Muitos lutaram e até mesmo morreram por este direito. O cinema passou a retratar essa luta e sua vitória após o término da ditadura. A seguir algumas sugestões:

Programa 132 traz o documentário “Vlado, Trinta Anos Depois”, do diretor João Batista de Andrade. Homem das letras, do jornalismo, da televisão e do cinema, Vladimir Herzog foi também vítima da ditadura militar brasileira, iniciada com o golpe de março de 1964. A reação à morte de Herzog foi tão intensa que acabou fortalecendo o movimento pela abertura democrática.

O filme “Terra em Transe” do diretor Glauber Rocha faz parte do programa 128. A trama mostra os dramas de consciência de um jornalista e poeta que oscila entre diversas forças políticas que lutam pelo poder no fictício país de Eldorado. Responsável pela consagração internacional de seu diretor, ao receber premiações nos festivais de Cannes, Locarno e Havana, o longa-metragem chegou a ser proibido pela censura da ditadura militar, por ser considerado “subversivo e irreverente com a Igreja”.

O programa 140 apresenta o documentário sobre a jornalista Patrícia Galvão, “Eh Pagu, eh!”. A Mulher de Oswald de Andrade participa com ele do Movimento Antropofágico. Milita nos quadros do Partido Comunista e escreve “Parque Industrial”, o primeiro romance proletário da literatura brasileira. Sua militância no PCB lhe valeu quase cinco anos de prisão nos porões da ditadura Vargas. Se junta aos dissidentes trotskistas, sendo expulsa do PC. Libertada, volta-se às suas atividades de jornalista. Funda com Geraldo Ferraz e Mário Pedrosa o jornal “Vanguarda Socialista”. Em 1950 candidata-se a deputada federal pelo Partido Socialista Brasileiro. Desiludida, afasta-se da política e passa a dedicar-se ao trabalho teatral em Santos, até sua morte, em 1962.


12 Dia dos Namorados
O amor, entre outras coisas, sempre teve um grande espaço no cinema. Pensando nisso separamos alguns títulos como sugestão para sua programação.

O programa 3, “Amores e Amar”, é todo sobre o tema deste dia. No primeiro filme “Amores”, Domingos Oliveira imprime um retrato das relações afetivas do final do século XX. E o curta-metragem “Amar” é uma comédia sobre um assunto triste: o amor não correspondido. Frederico, que amava Laura, que amava Joana, que amava Raimundo, que amava Lídia, e assim por diante... Um assunto que todos nós, infelizmente, já conhecemos.

O programa 7,“Cafuné e Mina de Fé”, retrata as polêmicas e as dificuldades que jovens enfrentam para ficar com a pessoa amada. O filme “Cafuné” de Bruno Vianna conta a história do amor entre dois jovens de diferentes classes sociais. Marquinhos, morador da Favela da Rocinha, conhece Débora, uma jovem da classe média alta. Quando a relação se torna séria, os dois se deparam com a vida adulta e precisam enfrentar todo o tipo de dificuldades para continuarem juntos. Já o curta-metragem “Mina de Fé” de Luciana Bezerra é um filme sobre a perda da inocência, em que a realidade brutal chega, de forma súbita, para interromper o sonho da protagonista, Silvana, que tem como o amor da sua vida o chefe do tráfico.

Programa 56, “Patuá” de Snir Wein conta uma história de amor que ultrapassa os limites da sanidade.
O programa 27 traz do mundo dos curtas universitários, “Veludo & Cacos-de-vidro” de Marco Martins. Que mostra os altos e baixos de uma história de amor, numa releitura do cinema marginal brasileiro.

O programa 60 retrata diferentes histórias de amor do passado. O primeiro filme “Amor & Cia.” de Helvécio Ratton conta a história do comerciante Godofredo Alves, no fim do século 19. Ele descobre sua amada esposa Ludovina nos braços de seu sócio Machado. Furioso, expulsa a mulher de casa e desafia o sócio para um duelo mortal. A partir daí, com este mote, o roteiro propõe várias peripécias, valorizando os elementos clássicos do melodrama: a carta-revelação, a circularidade, a moral da história. Já o segundo filme “Rua do amendoim” de João Vargas Penna se passa nos anos 70, em Belo Horizonte, onde dois adolescentes descobrem o amor e a ilusão de ótica que tornou conhecida a Rua do Amendoim.

Programa 63 traz a comédia romântica, ambientada em 1962, “Brasa adormecida”, de Djalma Limongi Batista. Conta a história do triângulo amoroso formado pelos primos: Bebel (Maitê Proença), Ticão (Edson Celulari) e Toni (Paulo César Grande). Por conveniências, Bebel vai casar com Toni, e a família reúne-se na fazenda do poderoso chefe da clã, o Almirante (Anselmo Duarte). Enciumado, Ticão faz de tudo para boicotar o casamento, inclusive colocando um alucinógeno na comida, deixando todos alucinados e desencadeando situações hilariantes. Entre o sonho e a realidade, Ticão & Bebel & Toni estabelecem um pacto, e permanecerão apaixonados uns pelos outros, para sempre.

O programa 146 “Encontros e desencontros do amor”, traz os filmes “A mulher do atirador de facas” de Nilson Villas Boas, “A vida ao lado” de Gustavo Galvão, “Amor!” de José Roberto Torero, “Castelos de Vento” de Tania Anaya, “Interlúdio” de Carlos Gerbase e Giba Assis Brasil, “Km 0” de Marcos Guttmann e “Trópico das cabras” de Fernando Coimbra. O amor, na visão de realizadores brasileiros de várias gerações, é tratado nestes curtas-metragens em suas variadas formas: o amor inteiro e aos pedaços, a entrega e a esperança, a sexualidade em suas mais diversas manifestações, o consumo do amor nas prateleiras da contemporaneidade e o amor único reinventado nos caminhos corajosos que ele percorre, seja na farra de uma noite, nas separações e uniões ou na recusa de amar.

 

19 Migrante
Os migrantes fazem parte da história brasileira. Vários filmes foram feitos contando a saga dessas pessoas. Veja a seguir algumas sugestões:

O programa 107 traz o documentário “Migrantes” de João Batista de Andrade. O filme parte de uma notícia publicada no jornal, segundo a qual, comerciantes se queixavam da presença de migrantes instalados embaixo de um viaduto perto de suas lojas.

O filme “O Homem que Virou suco” de João Batista de Andrade faz parte do programa 45. A história segue Deraldo, um poeta popular nordestino recém chegado a São Paulo, onde tenta sobreviver de sua poesia e folhetos. Confundido com o operário de uma multinacional que mata o patrão, é perseguido pela polícia e perde sua identidade e condição de cidadão. Através de Deraldo, o filme acompanha o caminho do trabalhador migrante numa cidade grande: a construção civil, os serviços domésticos e subempregos sujeitos à violência e à humilhação. E segue a luta de Deraldo para reconquistar sua liberdade e preservar sua identidade.


29 Dia do Pescador
Estória de pescador sempre rende um bom filme. Pensando nisso, seguem algumas sugestões para a data:

O programa 132 traz o documentário “Marimbás” que retrata um grupo que sobrevivia da pesca no Posto 6, em Copacabana, no ano de 1962.

Programa 136 “Peixe frito” de Ricardo de Podestá. Está animação é sobre um Avô que ensina o seu Neto a pescar e a partir daí, peixes, gaivotas e anzóis se misturam em uma verídica estória de pescador.

O programa 77 “Paisagens Brasileiras”, traz o filme “Recife de dentro pra fora” de Kátia Mesel. É um documentário poético sobre o rio Capibaribe, inspirado no poema “Cão sem Plumas” de João Cabral de Mello Neto. Mostra os diversos aspectos do rio, do mar, da natureza e da cidade com sua miséria, seus pescadores e sua esperança.

O programa 97 “Comunidades” apresenta o curta-metragem “Seu Aluisio e o Mar”. Na Comunidade do Nordeste de Amaralina, em Salvador, que fica perto da praia de Amaralina, existe um velho pescador, Seu Aluísio, que mora no bairro desde o surgimento. Nesse vídeo, ele conta um pouco da comunidade e de suas aventuras no mar. Tudo com muita sabedoria e espontaneidade.

A animação “Velha História” de Claudia Jouvin, é parte do programa 27 “Curtas Universitários”. Um dia, ao pescar na beira de um rio, um homem pega um peixe. A partir de um gesto de afeto do pescador, os dois desenvolvem uma linda amizade que é admirada por todos na cidade.


Como já mencionado, junho traz os dias de alguns santos. As três datas a seguir se referem a santos padroeiros muito populares em vários estados brasileiros. Aproveitando a época das festas juninas, seguem algumas sugestões de programação para essas datas.

13 Dia de Santo Antônio.

Programa 48 “A Marvada Carne”, de André Klotzel. O filme fala sobre Nhô Quim que vive lá nos cafundós em companhia do cachorro e da cabra de estimação. Aquela vidinha besta no meio do mato não dá pé e ele resolve cair no mundo e procurar a solução para duas questões que o incomodam: arranjar uma boa moça para o casório e comer a tal carne de boi, um desejo que fica ruminando sem parar dentro dele. Nas suas andanças, Nhô Quim vai dar na casa de Nhô Totó, cuja filha está em conflito com Santo Antônio, que não anda colaborando para ela arranjar um bom marido. E logo Nhô Quim descobre que o pai da moça tem um boi reservado para a ocasião do casamento da filha. Será este o momento para Nhô Quim realizar seus dois maiores desejos?


24 Dia de São João.

Programa 99 traz o infantil “São João do Carneirinho” de Tarcísio Lara Puiati. São João menino perde seu carneirinho e sai à procura com a ajuda de mais três crianças. No caminho, eles encontram personagens marcantes dos folguedos juninos.


29 Dia de São Pedro.

O programa 99 traz a animação “As Andanças do Nosso Senhor Sobre a Terra” de Betse de Paula. Nosso Senhor é um andarilho que percorre a Terra ao lado de São Pedro curando e pregando. Quando São Pedro cai em tentação, cabe ao Nosso Senhor perdoar ou não.


Agora, é só programar as sessões! Lembre-se de registrar os agendamentos de sessões na área do associado (www.programadorabrasil.org.br/associado). Se tiver dificuldades, entre em contato com o atendimento da Programadora Brasil (atendimento@programadorabrasil.org.br). As sessões programadas são divulgadas no site www.programadorabrasil.org.br/exibicao.

Para que o trabalho de exibição do seu ponto vire notícia no Informativo da Programadora Brasil é importante que os agendamentos e os relatórios das sessões sejam constantemente registrados na área do associado (www.programadorabrasil.org.br/associado). As sessões programadas são divulgadas no site www.programadorabrasil.org.br/exibicao. Esses dados são acompanhados continuamente e, a partir deles, é possível conhecer melhor a ação do seu ponto de exibição e formular novas dicas e idéias.

Além disso, ainda há a oportunidade de enviar fotos das ações audiovisuais realizadas com os títulos do catálogo da Programadora Brasil para o e-mail informe@programadorabrasil.org.br, detalhando o perfil das atividades, espectadores e curiosidades. Acreditamos que o trabalho de cada associado é fundamental para construirmos juntos um circuito de exibição não-comercial voltado para a cinematografia brasileira de diferentes épocas, formatos e gêneros.

Compartilhando seus agendamentos e estratégias, o seu ponto de exibição poderá ser mostrado como exemplo e estimular a troca de experiências entre todos os associados da nossa rede. Contamos com a sua ajuda para consolidar plenamente os fins da Programadora Brasil: formar platéias, fomentar o pensamento crítico em torno da produção nacional e, principalmente, contribuir para a formação intelectual, social e cultural dos brasileiros.
 


           
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